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Sobre Roraima e Boa Vista
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Sobre Roraima e Boa Vista
Sobre Roraima e Boa Vista

SOBRE RORAIMA E BOA VISTA

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O estado de Roraima está localizado no extremo setentrional do Brasil, limitando-se ao Norte com a República Cooperativista da Guiana e com a Venezuela; ao Sul com o Estado do Amazonas; ao Leste com a República da Guiana e com o Estado do Pará; e a Oeste coma República da Venezuela e o Estado do Amazonas.

Em estudo recente, detectou-se que o extremo do Brasil está localizado no Monte Caburaí, em Roraima, e não no Oiapoque no estado do Amapá.

Com uma área de 225.116Km², equivalente a 5,9% da Região Norte e 2,6 da superfície do Brasil, Roraima tem suas fronteiras estendidas por 964 quilômetros com a Guiana e 958 com a Venezuela.

Sua população, estimada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 324.397 habitantes, sendo que 200.568 concentram-se na Capital, Boa Vista. A população de Roraima é formada por várias etnias, onde se misturam índios isolados, como: Ingaricó, Waimiri-Atroaris, Wai-Wai; índios primitivos: Yanomami e índios em contato com a sociedade, como Macuxi, Wapixana e Taurepang. No Estado também se destaca a grande influência da cultura de outros estados do Brasil.

Clima
Roraima é o único Estado da Região Norte que além de agregar a sua totalidade da tipologia climática do país, possui numa considerável porção de seu território um clima típico. Ladeado por florestas, serras e campos, todos, com composições múltiplas e com diversas formações, apresenta aspectos climáticos diferentes regionalmente, muito embora em sua totalidade obedeça com rigor à regularidade sazonal.

As estações são bem diferenciadas, sendo uma das chuvas, que abrange o período de abril a setembro, e outra bem seca de outubro a março. O Estado é coberto ao Sul e a Oeste pela floresta amazÔnica; a Leste pelas savanas, que se estendem até a Guiana; e ao Norte por todo complexo montanhoso de Pacaraima, cujas altitudes fornecem temperaturas mais baixas.

Relevo
A exemplo de seu clima, o estado de Roraima possui o mais variado relevo da Amazônia, composto de superfícies baixas recobertas de sedimentos recentes e terrenos mais altos e acidentados.

Hidrografia
A maioria das áreas do Estado são drenadas pela bacia do rio Branco, afluente mais importante da margem esquerda do rio Negro. O regime hidrográfico da bacia do rio Branco é definida por um período de cheia, entre os meses de março e setembro, sendo a maior enchente do mês de junho. Entre os meses de outubro e fevereiro, as águas baixam, impossibilitando, inclusive, a navegação em alguns trechos do baixo rio Branco. A bacia do Branco tem uma área de 204.640 km², sendo 11.312 Km², situados na República da Guiana.

Fauna e Flora a natureza mais perto de você

 

Pelo fato de Boa Vista está localizada na região de cerrado da Amazônia Brasileira, também conhecida como lavrado. O ecossistema rico, composto por diversificada fauna e flora, dá ao município belos cenários naturais.

Frutas tropicais, como o caju, cupuaçu, buriti, manga, açaí e muitas outras, podem ser desfrutadas durante o ano todo pelos visitantes.

Os passeios nos campos próximos à cidade revelam a morada de espécies como o tamanduá-bandeira, o tatu e outros animais que compões a fauna do lavrado. Muitos pássaros habitam as áreas arborizadas e as diferentes espécies de orquídeas completam o cenário paradisíaco da região.

Festas populares diversão, história e magia

O folclore, os mitos e as lendas de Roraima se reúnem durante 9 noites no arraial Boa Vista Junina, uma das maiores festa populares da Região Norte. A festa faz parte do calendário de eventos do Município.

Uma réplica da cidade de Boa Vista é montada na Praça do Centro Cívico. Um disputado concurso de quadrilhas juninas dá brilho e animação à festa, que reúne milhares de pessoas todas as noites. A culinária regional é um dos atrativos das barracas de comidas típicas.

Encerrando os festejos da Praça do Centro Cívico, inicia-se outro grande Arraia do Parque Anuá, ou seja, todo o mês de junho, adentrando julho em forma de festa junina.

O Carnaval é marcado pelos desfiles das escolas de samba. Alegorias e enredos retratam a história e realçam o folclore de Roraima. A estrutura montado ao longo da Avenida Vile Roy atrais milhares de pessoas durante as cinco noites de folias.

Serra do Tepequém um lugar único na Região Amazônica

As trilhas da Serra do Tepequém proporcionam ao turista o contato com a natureza que resistiu à exploração de diamantes e que ainda conserva marcas da corrida garimpeira em busca de riqueza. São trilhas que mostram vestígios de uma época passada e lugares onde é possível contemplar uma natureza exuberante. Nas caminhadas, é possível acompanhar a beleza das revoadas de araras e tucanos.

Com 1.100 m de altitude, a serra tem seu topo cortado por um vale que forma as cachoeiras do Paiva e Sobral. As cachoeiras Barata e Funil completam o cenário propício para uma aventura ecológica cheia de surpresas e emoções.

Gastronomia a Amazônia e o Brasil em sua mesa

Nos mercados, restaurantes e praças de Boa Vista é possível encontrar em cada mesa um pouco das culinárias amazônica e brasileira. Paçoca de carne com banana, tambaqui na brasa, tacacá, mungunzá… Há pratos pra todo gosto.

No começo de cada dia, a melhor opção ir aos mercados municipais e tomar um café da manhã regional antes de sair para conhecer Boa Vista. No final do dia, tome um suco de guaraná para recuperar as energias e continue deliciando-se com os atrativos da cidade.

A culinária indígena é outra marca de Boa Vista. Aos exóticos pratos, herança dos primeiros habitantes da região, alia-se  o gosto diferente e saboroso daquilo que só pode ser encontrado na capital mais setentrional do Brasil.

Artesanato a manifestação das culturas

A diversidade étnica e cultural de Roraima pode ser vista nos diferentes artefatos produzidos pelas etnias indígenas que habitam a região.

A arte indígena dos Macuxi, Wai-wai, Wapixana, Yanomami, Taurepang, Ingarikó, Uaimiri-Atroari e Maiangong podem ser encontrados nos diversos centros de artesanatos de Boa Vista.

Usando matérias-primas do cerrado e da floresta, os índios fazem uma grande variedade de produtos, com técnicas, formas, motivos e concepção estéticas diversificadas, o que lhes confere o valor de verdadeiras peças de arte. É o caso da cerâmica produzida pelos Macuxi; os adornos de sementes de imbaúba dos Wai-wai; os cestos de fibra de arumã dos Yanomami; e os diferentes trabalhos em madeira, fibras e corantes naturais que revelam traços da identidade cultural predominante no Estado.

Boa Vista Grande Surpresa da Amazônia

Boa Vista pode ser considerada como a Grande Surpresa da Amazônia, pois quem vem à cidade sem nada conhecer sobre ela, dificilmente deixará de ficar surpreso com o que vai encontrar. Avenidas largas, ruas arborizadas, e uma cidade limpa e organizada. Apesar de estar situada distante das principais capitais Brasileiras e acima da linha do Equador, ela não se deixou intimidar pela distância e soube se aprumar. Não é um destino turístico tradicional, mas a cada dia, torna-se mais lembrada como ponto de partida para roteiros relacionados ao ecoturismo, e por todos aqueles que querem conhecer os extremos mais distantes do país.

A capital do estado de Roraima surgiu no século 19, e teve sua origem no pequeno povoado existente às margens do rio Branco. Quem se aproxima de Boa Vista por via aérea pode observar a perfeita geometria de suas ruas e avenidas, indícios claros de um cuidadoso planejamento urbano que parece destoar das suaves curvas do rio e das matas à sua volta. Tudo na cidade irradia-se da Praça do Centro Cívico, onde estão os principais prédios administrativos, hotéis e restaurantes, sendo que o comércio local pouco difere do existente em qualquer outra cidade brasileira do mesmo porte.

A pouca distância do centro cívico, chegamos ao centro histórico da cidade, situado na região da praça Barreto Leite. Em termos turísticos, esta região oferece diversas alternativas para visitas interessantes, cada uma contando um diferente aspecto sobre a formação histórica de Boa Vista. Vale a pena conhecer a pequenina Igreja Histórica, o Porto das Lavadeiras e o Depósito de Sal. E depois visitar o Parque Anauá, que conta com lagos, áreas de lazer, e onde pode também ser visitado o Museu de Roraima.

O Monumento aos Garimpeiros, situado na praça Barreto Leite, é o mais famoso monumento da cidade, e como é fácil deduzir, homenageia todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento e progresso desta região. Em dias festivos, outra visita obrigatória é ao Complexo Esportivo Airton Senna, de construção recente, mas que logo se tornou o point preferido da cidade para realização de eventos e esportes diversos.

Como seria de esperar num lugar rodeado pela natureza, roteiros alternativos são uma das principais atrações de Boa Vista. Entre os mais procurados está a excursão que segue até Pedra Pintada, bloco de granito gigantesco, com 60 metros de diâmetro e 35 metros de altura, situado às margens do rio Parimé, onde foram descobertas inscrições e desenhos pré-históricos. Para quem tem espírito aventureiro e não se importa de abrir mão do conforto por alguns dias, a dica é conhecer a aldeia dos índios Ianomâmi ou Macuxis. Elas são distantes, o trajeto é difícil, e é necessário uma prévia autorização da Funai, mas a aventura com certeza será inesquecível.

Foto da Praça das águas, localizado em frente ao nosso hotel, é um dos endereços mais conhecidos de Boa Vista. com destaque para o monumento conhecido como Portal do Milênio, construído na chegada do ano 2000. Este é o local certo para ir à noite, pois é rodeado de bares e restaurantes onde se pode desfrutar desde boa música até pratos típicos. Também são freqüentes os eventos de música e dança. E para a garotada que prefere hamburguers e coca cola, lá também estão filiais das grandes redes de fast food, encontradas no resto do Brasil.

Outro lembrado programa turístico consiste em descobrir as praias do rio Branco. Entre setembro e  abril o nível das águas baixa muito, fazendo surgir em suas margens diversas praias de areias brancas, um cenário que lembra uma imagem do paraíso. Algumas delas são desertas e cercadas pela típica vegetação amazônica, outras são muito freqüentadas e contam até com bares e restaurantes. O acesso à estas praias é feito por barcos de aluguel, facilmente encontráveis no porto da cidade. Outros passeios de barco seguem em direção à floresta amazônica, onde é possível percorrer rios e igarapés.

Boa Vista ainda guarda gostosos hábitos de interior, como por exemplo o costume de quase todo comércio de fechar suas portas por duas horas após o almoço. Como tudo aqui é perto, todo mundo vai almoçar em casa. Desnecessário dizer que por estas bandas estresse é uma palavra quase desconhecida. Ao lado, Monumento aos Pioneiros, que como diz a placa fixada em sua base “Iniciaram a construção de um sonho chamado Roraima”.

Esta simpática construção de cores fortes é um dos melhores locais da cidade para encontrar lembranças, curiosidades, artesanato indígena, etc. Fica a uma curta caminhada do centro, às margens do Rio Branco. Pouco adiante, fica outro local ótimo para frequentar nas noites de 6a feira e sábado, o deck turístico inaugurado às margens do rio, que conta com restaurante, bares, música ao vivo e muita animação.

Outro roteiro turístico muito lembrado na região é visitar o Forte São Joaquim, tombado pelo patrimônio histórico. A melhor forma de chegar lá é de barco, numa viagem que dura aproximadamente 3 horas. O forte é uma construção portuguesa de 1775. Na época os portugueses estavam preocupados com a crescente presença de ingleses, franceses e holandeses nestas terras ao norte do Brasil, e decidiram construir a fortificação para tentar conter seu avanço. Hoje o forte está em ruínas, mesmo assim a visita é muito interessante. À pouca distância do forte está situada outra atração local, a Fazenda de São Marcos, uma das primeiras do extremo norte Brasileiro dedicadas à criação de gado, e que muito contribuiu para o desenvolvimento da região.  Ao lado, um moderno templo religioso de Boa Vista.

Quem dispuser de tempo suficiente para ir mais além de Boa Vista,  com certeza não vai se decepcionar. O ecoturismo cada vez mais se afirma como uma das atividades mais solicitadas entre turistas do Brasil e do exterior. Diversos desses viajantes procuram chegar até o Monte Roraima(foto abaixo), que com seus quase 3 mil metros é um dos principais símbolos dessas terras. Quem se dispuser a encarar esta aventura de vários dias, deve estar preparado para enfrentar ventos de até 100 km por hora e temperaturas que vão do frio congelante ao calor tropical, conforme a hora do dia. Em compensação, durante a subida vai encontrar uma infinidade de espécies vegetais e vistas deslumbrantes. Quem chegar ao cume do Monte Roraima encontrará ainda o Marco da Tríplice fronteira, demarcando o ponto de encontro de Brasil, Venezuela e Guiana.

Roraima é o estado brasileiro com maior população indígena, formada entre outros, pelos Maiogong, Taurepang, Macuxí, Ingaricó, Waimiri-Atroari, Wai-Wai, Waipixana e Yanomami. Também aqui está o ponto extremo norte do país, o Monte Caburaí. Esta é uma terra repleta de simbolismos, a começar pelo nome, pois Roraima significa Corajosa Mãe dos Ventos.  É a afirmação definitiva de um lugar que soube vencer a selva, a distância, e muitas outras adversidades, e impor-se como a fronteira norte de um país continental. Mas acima de tudo, Roraima é um desafio permanente, e permanece um convite irresistível aos aventureiros e descobridores do século 21.